Porque as coisas que nos deviam dar alegria, tornam-nos stressados?

Porque as coisas que nos deviam dar alegria, tornam-nos stressados?

O título diz tudo. Posso ser só eu mas as coisas que me deixam mais entusiasmada e que me fascinam mais conseguem tornar-se coisas que me deixam stressada, pareço ser incapaz de aproveitar alguma coisa da vida.

Este tema anda-me principalmente na cabeça porque vou para o Japão daqui a alguns dias e em vez de estar super feliz, estou entusiasmada e ao mesmo tempo estou super stressada porque não planeei metade do que devia ter planeado, “tenho de ver o itinerário”, “tenho de comprar os bilhetes de comboio”, “tenho de ver a melhor forma de ir para o aeroporto”, a minha cabeça não se cala.

A verdade é que já devia ter comprado a estadia há mais tempo, já tive mais tempo para ver o itinerário mas as prioridades foram outras. Acontece, viverei com isso.

Sinto que embora esteja feliz por ir ao Japão, tenha medo que por não ter planeado como devia que vai ser menos divertido. Como é que o meu cérebro pensa assim? Há anos que quero visitar o Japão e tenho a certeza que vai ser um país muito interessante para visitar, no entanto receio perder “o melhor restaurante de ramen” ou “o melhor templo do Japão” por ter investigado menos do que devia.

Sinto-me pressionada para conhecer tudo mas o meu lado racional diz: aproveita! Não penses demasiado! Se não vires tudo, paciência! Com alguma poupança podes vir cá outra vez, não vai ser o fim do mundo, pára de ser parva! Acredito que agora me sinta assim mas quando chegar lá vou-me divertir imenso e acho que o stress aí vai desaparecer, porque vou estar num mundo completamente novo mas não têm sido umas semanas fáceis! O meu cérebro não gosta de parar! Tenho este mau hábito de pensar demasiado em tudo, em tornar aquelas coisas que são divertidas em coisas que me stressam, que me fazem chorar, que me assombram todos os dias.

Algum de vocês sente o mesmo? Se sim como lidam com isso? Ajuda-me ir dar uma volta para espairecer e ir escrevendo às vezes mas confesso que nem sempre é fácil.



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